24/06/2017

40 SUCESSOS QUE EMBALARAM AS DISCOTECAS DOS ANOS 70



Passaram-se 40 anos desde que a onda disco varreu o mundo. Chamada nos Estados Unidos de disco music, o estilo surgiu nas boates voltadas para o público gay, negro e latino das cidades de Nova York e Filadélfia.
As principais influências da disco music (ou discotèque, para os franceses) foram a soul music, o funk e a música latina. Esse tipo de som foi bastante tocado em casas como o lendário Studio 54, de Nova York, e a Hippopotamus, de São Paulo.
No Brasil, a onda disco virou modismo graças em grande parte ao filme Os Embalos de Sábado a noite, além da novela Dancin’Days. A música de abertura da trama escrita por Gilberto Braga e com Sônia Braga no papel principal era cantada pelo grupo As Frenéticas.
Cantada em parte pelo trio Bee Gees (que já era famoso em virtude de suas canções românticas), a trilha sonora de Os Embalos de Sábado a Noite é um dos discos mais vendidos da história.
Boa parte das músicas que estiveram em moda nesse tempo foram divulgadas nas coletâneas da gravadora K-Tel. Eram disco como nomes como Disco Fire, Disco Machine, Disco Dance, Music Master...
A seguir, você poder conferir algumas das músicas que embalaram as discotecas. Basta clicar no título para acessa-las através do YouTube.


23/06/2017

ASTRO BOY, O MENINO QUE VIROU ROBÔ E CONQUISTOU AS CRIANÇAS DO MUNDO TODO


O mangá Tetsuwan Atomu (ou Poderoso Atom, em tradução do japonês), foi lançado por Osamu Tesuka  em 1952. Circulou até 1968, cinco anos depois de lançada sua versão em desenho animado.
Conhecido na maioria dos países como Astro Boy, o desenho contava a história de um garoto robô construído pelo Dr. Tenma para substituir seu filho que morreu numa acidente automobilístico. Percebendo que ele nunca agiria como um garoto de verdade, ele vende o robô para um circo. Resgatado por outro cientista, Astro Boy se transforma numa espécie de super-herói que protege humanos e outros robôs.
Produzido originalmente em preto e branco pela Mushi Production, o anime fez bastante sucesso no Japão e outros países. Astro boy teria ainda outras duas adaptações para a TV, uma produzida em 1980 e outra em 2003. Em 2015 foi anunciada mais uma série com o personagem.
Em 2009 foi lançada uma animação para os cinemas.
Astro Boy foi praticamente o primeiro robozinho dos desenhos animados. Com seu sucesso nos mangas e animes, ele gerou uma série de produtos, vendidos principalmente no Japão, como brinquedos e games.

22/06/2017

A CARREIRA METEÓRICA E A MORTE INESPERADA DO ÍDOLO ROMÂNTICO PAULO SÉRGIO


Paulo Sérgio foi um dos maiores cantores românticos dos anos 1960 e 1970. Angariou milhares de simpatizantes por onde passou. Não seria exagero afirmar que sua carreira foi meteórica. Ele morreu de forma repentina em virtude de um derrame, ainda no auge da juventude.
O capixaba Paulo Sérgio nasceu na cidade de Alegre em 1944 e morreu em São Paulo em 1980. Começou sua carreira em 1968 com um compacto com a música A Última Canção, que fez um sucesso estrondoso. O curioso é que ele foi descoberto quando acompanhava um amigo para um teste numa gravadora.
Uma das suas primeiras aparições como cantor popular foi na verdade num filme chamado Os Reis do Iê-iê-iê, quando fez o papel de um calouro no programa do Chacrinha (vamos dizer que ele interpretou ele mesmo).
Seu primeiro long play foi Paulo Sérgio – Volume 1, lançado em 1968. As vendas ultrapassaram as 300 mil unidades. Ainda nesse ano, lançou O Inimitável, seu segundo LP.
Em virtude do timbre de voz semelhante, foi acusado de ser um mero imitador de Roberto Carlos, o principal ídolo da juventude daquela época. Paulo Sérgio se defendeu alegando ser fã de Roberto Carlos e dizendo que o fato de ambos possuírem timbres parecidos era apenas coincidência. Por sinal, Paulo Sérgio e Roberto Carlos chegaram a se apresentar juntos no antigo programa Os Galãs Cantam e Dançam, comandado por ninguém menos que Silvio Santos.
Se existia um cantor que dificilmente saia de moda, era Paulo Sérgio. Com o passar dos anos ele se apresentou na Buzina do Chacrinha, Globo de Ouro, Almoço com as Estrelas, Clube do Bolinha, Programa Raul Gil.... Até que no final dos anos 70, resolveu dar uma pausa na carreira e curtir uma vida mais tranquila com a família num sítio de Itapecerica da Serra.
Mas Paulo Sérgio tinha a intenção de abandonar em definitivo os palcos depois dos 40 anos. Com o lançamento de um novo disco, voltou a fazer shows por todo o Brasil. Até que reclamou de fortes dores de cabeça e náuseas durante uma passagem pela cidade de São Paulo para cumprir agenda. Ele foi socorrido e levado para o hospital São Paulo, onde chegou desacordado. Os médicos fizeram o possível para reanima-lo, mas sem sucesso. Paulo Sérgio teve um derrame cerebral devastador.
O cantor morreu mais propriamente em 29 de julho de 1980. A notícia emocionou o Brasil inteiro (dois anos depois, ocorreria outra morte inesperada no mundo da música, a de Elis Regina). O corpo foi inicialmente velado no cemitério de Vila Mariana e depois transportado para o Rio de Janeiro, onde foi sepultado.
Paulo Sérgio gravou 13 LPs e vendeu em torno de 2 milhões de cópias. Devemos lembrar que foram apenas 12 anos de carreira, algo surpreendente ainda hoje em dia.
Seu túmulo continua sendo um dos mais visitados no dia de finados.

21/06/2017

DANCIN' DAYS, A NOVELA QUE AJUDOU O BRASIL A CAIR NA ONDA DISCO


Reprisada recentemente pelo canal por assinatura Viva, a novela Dancin’ Days foi um dos mais bem sucedidos folhetins de autoria de Gilberto Braga. Não seria exagero dizer que foi também uma das novelas de maior audiência dos anos 70. E, obviamente, uma das melhores da história da telenovela.
O grande público simplesmente adorou Dancin’ Days, e por várias razões. A trama cativante foi a primeira delas, além da excelente atuação das atrizes Sônia Braga e Joana Fomm. Outra foi a trilha sonora, marcada sobretudo pelos grandes sucessos da onda disco. De certa forma, foi Dancin’ Days quem ajudou a popularizar os grandes astros da disco music no Brasil (não esquecendo do sucesso estrondoso do filme Os Embalos de Sábado à Noite, que também popularizou aquela moda).
Dancin’ Days ajudou a criar diversos modismos, como as meias de luréx presentes das capas das trilhas sonoras nacional e internacional.
A trama era centrada na história de Júlia Matos, personagem de Sônia Braga. Após passar anos na prisão, ela tenta se reintegrar à sociedade e recuperar o amor da filha, criada pela irmã Yolanda (Joana Fonn). Nesse meio tempo, conhece o diplomata Cacá (Antônio Fagundes), por quem se apaixona perdidamente. Júlia faz de tudo para se reaproximar da filha, mas é sempre impedida pela irmã Yolanda. Depois de ser presa temporariamente por abuso de álcool, ela faz uma viagem à Europa e volta totalmente mudada. Tenta se vingar de todos que a prejudicaram, mas ainda sofre com a rejeição de Marisa (Glória Pires). No final, Júlia se reconcilia até com a irmã Yolanda, com quem tivera uma briga fenomenal na discoteca que servia como um dos cenários da novela.
A trilha sonora da novela vendeu como água. Algumas das músicas eram interpretadas pelo grupo feminino Harmony Cats, presença marcante dos programas de auditório daquele período. Outro grupo que lucrou bastante com a popularidade da novela foi As Frenéticas, quem cantava a música de abertura.
Dancin’ Days foi uma das raras novelas a ser transmitida pela rede mexicana Televisa.

20/06/2017

ZORRO, O SERIADO DA DISNEY DEDICADO AO HERÓI MASCARADO


Criado em 1957, o seriado Zorro teve 78 episódios e três temporadas. Foi produzido pelos estúdios Walt Disney e exibido inicialmente na TV norte-americana CBS.
No Brasil, a séria foi exibida por diversos canais de TV. O último a ser exibir em TV aberta foi o Canal Brasil.
O personagem foi interpretado pelo ator norte-americano Guy Williams, o mesmo que mais tarde interpretaria o professor John Robinson na série Perdidos no Espaço.
Zorro era um herói mascarado que lutava contra a tirania do capitão Monastério na antiga colônia espanhola da Califórnia. Era a identidade secreta de Don Diego de La Vega, que contava com a ajuda do fiel escudeiro Bernardo, um falso surdo-mudo que sempre obtinha informações importantes para o patrão. Um dos personagens secundários mais queridos era o sargento Garcia que, apesar de servir aos inimigos do Zorro, sempre se envolvia em situações hilárias, divertindo os fãs da série.
O criador do personagem Zorro foi o escritor norte-americano John McCulley. Ele surgiu no romance The Curse of Capistrano, publicado em capítulos em 1919 (no Brasil, foi lançado com o nome A Marca do Zorro). No ano seguinte, o personagem ganhou sua primeira adaptação para o cinema, com Douglas Fairbanks no papel principal.
Foram apenas três temporadas da série clássica da Disney. Mesmo assim, ela foi reprisada inúmeras vezes. Zorro teve revistas próprias e apareceu em diversas publicações da Disney. Entre nós, foram publicadas histórias suas até no gibi Almanaque Disney.

19/06/2017

VAMPIRELLA, A SENSUAL PERSONAGEM ALIENÍGENA DOS QUADRINHOS DE TERROR


Idealizada por Forrest J. Ackerman, a sensual Vampirella surgiu em 1969 nas páginas das revistas de terror Creepy e Eerie. Só mais tarde ela ganhou uma publicação própria.
Temos que lembrar que Ackerman não criou a personagem sozinho, ele contou com a colaboração de outros desenhistas e roteiristas. Uma de suas maiores influências foi Frank Frazetta, desenhista conhecido internacionalmente pelos gibis de Conan, o Bárbaro. Outra influência foi o filme Barbarella, um grande sucesso de Jane Fonda lançado na mesma época.
Foi Frazetta que, como seu grande talento para a arte, finalizou o visual da personagem.
Com visual sensual e histórias com realismo fantástico exacerbado, Vampirella era uma alienígena de Drakulon, um planeta com dois sóis. Ela possuía superpoderes como invisibilidade, hipnotização, força incomum e transformar-se no morcego.
No Brasil, a revista Vampirella foi publicada pela primeira vez em 1973, com o detalhe de que as histórias não obedeciam a mesma sequência lançada nos Estados Unidos. Ela teve diversas publicações esporádicas, sempre por editoras diferentes. A última vez em que suas revistas chegaram às bancas de jornais foi durante os anos 1990. Recentemente, a editora Mythos publicou um álbum de capa dura com as melhores histórias de Vampirella.
Algumas curiosidades que valem a pena saber: a editora Abril lançou uma publicação de Vampirella com a Mulher-Gato; foi publicada nos Estados Unidos uma revista com a personagem e o grupo de metal Kiss; a personagem Natasha, interpretada por Cláudia Ohana na novela Vamp, lembra muito a vampira alienígena.

18/06/2017

FORD CORCEL, O SUCESSO INSTANTÂNEO DA FORD DOS ANOS 60



O Ford Corcel começou a ser produzido na fábrica de São Bernardo do Campo em 1968. O primeiro modelo possuía lanternas traseiras retangulares, faróis circulares e um desenho com predomínio de linhas retas. O projeto surgiu de um modelo que estava sendo desenvolvido pela Willys Overland – chamado de projeto “M” – na época em que foi adquirida pela Ford.
Já no ano seguinte, o Corcel foi eleito Carro do Ano pela revista Autoesporte. Em 1973, recebeu um visual mais moderno, produzido com alguns retoques até o final da década, quando surgiu totalmente remodelado como Corcel II.
A família Corcel cresceu com o surgimento da Ford Pampa, Belina e Del Rey. Dirigido ao público com maior poder aquisitivo, o Del Rey levou a Ford a deixar o Corcel com uma frente parecida – ou seja, aparentemente bem mais moderna. Só havia um problema, a concorrência não parava de lançar modelos mais sofisticados e econômicos.
O Corcel foi produzido até meados de 1986, quando saiu definitivamente de linha.

Fontes: Wikipédia, Bestcars.

12 FATOS CURIOSOS SOBRE UM FILME INESQUECÍVEL: GREASE - NOS TEMPOS DA BRILHANTINA



Grease foi em grande parte inspirado num musical Jim Jacobs e Warren Casey. Com estreia nos Estados Unidos em 1971, ele foi encenado diversas vezes. A última grande montagem estreou na Broadway em 2007.
O filme original teve Olivia Newton-John e John Travolta nos papéis principais. Estreou nos cinemas norte-americanos em junho de 1978, chegando três meses depois ao Brasil.
Grease teve apenas US$ 6 milhões de orçamento, mas arrecadou US$ 394 milhões, o que faz dele um dos musicais de maior bilheteria da história.
Ele teve uma sequência nos anos 80, com Michelle Pfeifer no papel principal, mas que acabou passando despercebido nos cinemas.
As músicas de maior sucesso da trilha sonora foram, indiscutivelmente Summer Nights e You’re the One that I Want, além da faixa título Grease.
Grease, a música título, foi escrita por ninguém menos que Barry Gibb, do Bee Gees.
You’re the One that I Want, Grease e outras duas canções foram incluídas pelos produtores no últimos minutos. Por pouco, o público deixou de conhecer dois dos maiores hits daquele ano.
O sucesso da trilha sonora no Brasil foi avassalador. Ela permaneceu semanas na lista dos discos mais vendidos do final de 1978.
John Travolta e Olivia Newton-John foram bastante requisitados na época. Travolta estourou com Os Embalos de Sábado à Noite. Newton-John fez Xanadu, um filme que, embora não tenha conquistado um público expressivo, é ainda hoje lembrado pela música tema.
Acredite se quiser, mas uma das primeiras opções dos produtores para o papel da personagem Sandy foi a cantora Olivia Newton-John.
Grease ocupa a 20a posição na lista dos 25 Maiores Musicais de Todos os Tempos do American Film Institute.

17/06/2017

GUZULA, AS AVENTURAS DE UM DINOSSAURO EXÓTICO NO MUNDO DOS HUMANOS


Criado por Teruhiko Saito e Itairen Tarou, o desenho Guzula (Oraa Guzura Dado, em japonês), é baseado num mangá com o mesmo nome. O animê foi dirigido pela produtora Tatsunoko e contou com 52 episódios, exibido pela TV japonesa Fuji durante os anos de 1967 e 1968.
Guzura contava as aventuras e desventuras de uma dinossauro exótico (ele possuía calda de dinossauro e chife de rinoceronte) que usava uma espécie de sunga, uma gravata e um chapéu coco. Além de cuspir fogo, ele era capaz de comer todo tipo de metal. Ingênuo, ele conquistava as pessoas e fazia amizades com facilidade.
A série ganhou uma nova versão com 88 episódios nos anos 1980, batizada de Binsky, o Dinoceronte. Ela foi exibida no Brasil pelo Xou da Xuxa.

16/06/2017

A LONGA E BEM-SUCEDIDA CARREIRA DO CANTOR ÂNGELO MÁXIMO


Com quase 50 anos de carreira, Ângelo Máximo nunca parou de cantar. Continua fazendo shows pelo Brasil e se apresentando em programas de rádio e TV com uma assiduidade grande em comparação com alguns ídolos do passado.
Máximo despontou para o sucesso como calouro do Programa Silvio Santos, no comecinho dos anos 70. Músicas como Domingo Feliz, A Primeira Namorada e Vem me Fazer Feliz agradaram em cheio o público e colocaram o cantor entre os primeiros lugares nas paradas. Ele passou a ser convidado pelos mais populares programas de auditório: Buzina do Chacrinha, Clube dos Artistas, Almoço com as Estrelas, Hora do Bolinha...
Durante um tempo, Máximo se apresentou cantando música de seu ídolo Elvis Presley. Chegou a usar roupas semelhante às do eterno rei do rock.
No final dos anos 90, Domingo Feliz foi incluída numa coletânea em CD das músicas mais inesquecíveis da Discoteca do Chacrinha.
Além de fazer shows com frequência, Máximo trabalha como empresário. Possui dois restaurantes em São Paulo.
Sua agenda de shows pode ser consultada em seu site pessoal.

15/06/2017

PRÍNCIPE VALENTE E SUAS AVENTURAS NOS TEMPOS DO REI ARTHUR


Para alegria dos fãs – principalmente o pessoal com mais de 40 anos –, a editora Pixel relançou no Brasil as aventuras do Príncipe Valente.
Surgido nos Estados Unidos em 1937, as tirinhas de Prince Valiant in the Days of King Arthur, foi criado por Hal Foster (que, aliás, se tornou muito conhecido pelas tiras de Tarzan, baseadas em Edgar Rice Burroughs).
O que chamou a atenção nos quadrinhos do Príncipe Valente foi a ausência de balões com diálogos, além da precisão de alguns fatos históricos.
No Brasil, a série começou a ser publicada ainda em 1937, no Suplemento Juvenil. Dois anos depois, passou para o Globo Juvenil, do jornal O Globo, de Roberto Marinho. Com o passar do tempo, foi impresso em formato gibi por diversas editoras. A série mais famosa foi publicada pela editora Ebal durante os anos 1970.
Acredite se quiser, o personagem nunca saiu de moda nos Estados Unidos. Ainda hoje, é publicado por cerca de 300 jornais. Ele também foi mais de uma vez levado ao cinema e televisão.
Hal Forster roteirizou e desenhou o Príncipe Valente durante quase 40 anos.

PANTANAL, A NOVELA QUE INCOMODOU A GLOBO NO HORÁRIO NOBRE



Exibida pela antiga Rede Manchete, a novela Pantanal incomodou a toda poderosa Rede Globo e chegou a ser capa da revista Veja.
Escrita por ninguém menos que Benedito Ruy Barbosa e exibida em 1990, Pantanal entrou para a história da televisão brasileira por uma vasta gama de motivos que não atrapalhar a audiência da Vênus Platinada. Foi, para começo de conversa, uma das primeiras produções do tipo com pegada ecológica. As cenas aéreas do Pantanal mato-grossense durante os períodos de cheia encantaram o público. Outro motivo foi a trilha sonora, que deu algum destaque para a música regional. Não podemos esquecer da excelente trama e ótimo elenco.
Com Cristiana Oliveira, Marcos Winter, Cláudio Marzo, Marcos Palmeira e outros grandes atores no elenco, Pantanal não deixou nada a desejar no quesito talento.
Pantanal contava a história do fazendeiro José Leôncio e do filho criado na cidade grande, Joventino (que tinha o mesmo nome do avô, que desaparecera no início da trama). Outra personagem de grande participação foi Juma Marruá, uma moça do mato por quem Joventino se apaixona e que muitos acreditam transformar-se em onça-pintada.
O sucesso da novela levou a Manchete a lançar duas trilhas sonoras. A atriz Luciene Adami conquistou a simpatia do público com a personagem Guta, tendo sido convidada para posar para a revista Playboy. A música de abertura ajudou a popularizar o grupo Sagrado Coração da Terra que, curiosamente, tinha forte influência do rock progressivo. Pantanal motivou a Manchete a lançar outras duas novelas com temática regional, ambas com sucesso bastante limitado: A História de Ana Raio e Zé Trovão e Amazônia.
Pantanal foi reprisada em 2008 pelo SBT. E, acredite se quiser, ela chegou mais uma vez a incomodar a Globo.

14/06/2017

O ESPÍRITO DOS ANOS 60 NA TRILHA SONORA DA NOVELA ESTÚPIDO CUPIDO



Exibida entre 1976 e 1977, a novela das 19h Estúpido Cupido superou todas as expectativas da Rede Globo. Nem o autor Mário Prata imaginou que acabaria virando um principais modismos daquela época.
A trama de Estúpido Cupido passava-se entre o início dos anos 60 e a segunda metade dos 70. Com Françoise Forton, Ricardo Blat e Ney Latorraca no elenco principal, ela incorporou de maneira admirável o espírito dos primeiros anos do rock’n’roll no Brasil.
Como não podia deixar de ser, a trilha sonora nacional de Estúpido Cupido continha alguns dos maiores hits daqueles anos dourados. A começar pela música tema, interpretada pela inesquecível Celly Campello.
A trilha internacional tinha os astros Elvis Presley, Paul Anka e Neil Sedaka, mas não chamou tanto a atenção quanto a nacional. Com cantores dos anos 60 como Ronnie Cord, Carlos Gonzaga, Os Cariocas, Tony Campello e Sérgio Murilo, ela fez o Brasil inteiro dançar. Músicas como Estúpido Cúpido e Biquini Amarelo eram versões nacionais de sucessos estrangeiros. Lembravam os primeiros astros do rock e sobretudo remetiam ao estilo de dança do período em que estiveram no auge.
Talvez seja por isso que Estúpido Cupido tenha se transformado numa das melhores trilhas sonoras de novelas. Que ainda vale a pena ser ouvida.

13/06/2017

AS AVENTURAS DE STEVE AUSTIN EM O HOMEM DE SEIS MILHÕES DE DÓLARES



A série The Six Million Dollar Man (O Homem de Seis Milhões de Dólares) foi produzida pelo canal norte-americano ABC entre os anos de 1974 e 1978. Contava as aventuras de Steven Austin, um oficial das forças armadas norte-americanas que depois de um acidente quase fatal, é transformado numa espécie de ciborgue.
Austin adquire um olho, um braço e uma perna biônica, que lhe dão super poderes, como correr em alta velocidade. Curiosamente, todas as cenas de ação eram exibidas em câmera lenta.
A série foi inspirada no livro Cyborg, de Martin Caidin, lançado em 1972. Teve três filmes de televisão, todos de 1973, antes de ser transformada numa série regular.
Num dos episódios, Austin conhece a tenista Jaime Sommers que, após um acidente de paraquedas, é transformada numa mulher biônica. Apesar dos poderes semelhantes aos do cyborg, à exceção da audição, ela acaba morrendo no final. O sucesso da personagem, no entanto, levaram os produtores a ressuscitá-la numa série própria, transmitida no Brasil como A Mulher Biônica.
O Homem de Seis Milhões de Dólares foi exibido pela TV Bandeirantes no Brasil na segunda metade da década de 70.
Uma curiosidade: Lee Majors formou com Farrah Fawcett (quem lembra de As Panteras?), um dos casais mais famosos da televisão norte-americana dos anos 70.

Créditos da imagem: ABC Television

O CÉU É O LIMITE, UM DOS MELHORES PROGRAMAS DA HISTÓRIA DA TV



Quando estreou na TV Paulista, em 1955, ninguém imaginou que o game show O Céu é o Limite se tornaria um dos programas mais inesquecíveis da história da TV brasileira. Um ano depois, o programa migrou para a TV Tupi e popularizou-se com a apresentação de J. Silvestre.
Inspirado no game show norte-americano The $64.000 Question (algo como “A Pergunta de 64 Mil Dólares") e durante os tempos de Tupi patrocinado pela Varig, O Céu é o Limite era uma espécie de programa de perguntas e respostas. Os candidatos tinham que responder perguntas sobre tema específicos. Quando alcançavam o céu, concorriam a prêmios milionários. Saia do programa quem desistisse ou errasse uma questão.
O candidato mais famoso foi uma garota de 23 anos: Leni Orsida, a “noivinha da Pavuna”, que ingressou no programa para realizar o sonho de ganhar dinheiro e poder se casar. Leni respondeu perguntas sobre o poeta português Guerra Junqueiro. Mas ela acabou sendo eliminada por não conseguir citar os versos de um famoso poema de Junqueiro, o que provocou grande comoção. Mas o que era para ser um final infeliz, acabou se transformando num show.  Leni ganhou um enxoval completo da produção, casou-se diante das câmeras e ainda teve J. Silvestre como padrinho.
O Céu é o Limite permaneceu décadas no ar, sempre trocando de emissora. Tornou-se famoso pelo bordão histórico de J. Silvestre, quando alguém acertava uma questão: “Absolutamente certo!”.
Recentemente, passou a ser transmitido pela Rede TV!, onde é apresentado com algumas mudanças por Marcelo de Carvalho.

12/06/2017

MR. MAGOO, O VELHINHO MAIS SIMPÁTICO DOS DESENHOS ANIMADOS


Um dos personagens mais simpáticos da história dos desenhos animados é o velhinho Mr. Magoo. Ele surgiu pela primeira em 1949, no curta para o cinema Ragtime Bear, produzido pela United Productions of America/UPA. Dizem que a intenção dos criadores era lançar o personagem Waldo, mas quem acabou conquistando mesmo o público foi Magoo.
Em seguida, os produtores tiveram a ideia de produzir uma série de curtas com Magoo interpretando grandes personagens da literatura, como Don Quixote de La Mancha, entre outros. Durante os anos 1960, o personagem chegou à televisão dos Estados Unidos. Começou a ser exibido no Brasil no mesmo período, pela antiga TV Tupi. Desde então, as suas aventuras foram reprisadas por diversas emissoras de TV.
Nos anos 1990, as aventuras de Magoo foram levadas para o cinema com o ator Leslie Nielsen na pele do personagem.
Mr. Magoo é um senhor de idade avançada, calvo e com sérios problemas de visão. A deficiência visual envolve-o em situações cômicas e em sérios perigos, dos quais muitas vezes é salvo pelo sobrinho Waldo. Uma curiosidade: seu nome é Quincy Magoo.