31/10/2015

PARA LEMBRAR DO CÍRCULO DO LIVRO

Criado através de uma parceria do Grupo Abril com a editora alemã Bertelsmann, o Círculo do Livro surgiu em 1973. Vendia livros por um "sistema de clube" - só podia comprá-los quem era sócio. Para ser sócios, tínhamos que ser indicados por alguém.
Ele publicava uma revista chamada Revista do Livro, com todos os livros do catálogo da editora. A imensa maioria continha sinopses, o que atraia a atenção dos leitores. Eram geralmente livros de autores que estavam em moda na época, como Mario Puzo, Sidney Sheldon, Morris West e Marcelo Rubens Paiva. Também publicava coleções encadernadas da Abril Cultural (como a série Nosso Século), livros de bolso da editora Brasiliense (como a coleção Primeiros Passos) e clássicos da literatura brasileira e internacional. A Revista do Livro era distribuída gratuitamente a cada dois meses.
Entre os seus maiores best-sellers, vale lembrar de O Analista de Bagé (obra de Luís Fernando Veríssimo), Feliz Ano Velho (de Marcelo Rubens Paiva), As Sandálias do Pescador (Morris West) e O Outro Lado da Meia-noite (Sidney Sheldon).
O Círculo do Livro encerrou as atividades na década de 1990, com a queda nos luvros e a saída da Bertelsmann do negócio.


Veja nas imagens abaixo alguns dos sucessos do Círculo do Livro.  























A MÚSICA INESQUECÍVEL DE CLARA NUNES

Clara Francisca Gonçalves Pinheiro, ou simplesmente Clara Nunes, morreu em 2 de abril de 1983 em consequência de uma reação alérgica causada durante uma cirurgia. Deixou milhares de sambistas órfãos, além de um país inteiro chocado com sua morte repentina.
Pesquisadora da música brasileira e de suas origens africanas, Clara acabou se convertendo à umbanda. Costumava usar roupas brancas - comuns em rituais de umbanda - em seus clipes e apresentações. Com sua voz inigualável, cantou alguns dos maiores sucessos do samba dos anos 1970. Gravou músicas em parceria com Clementina de Jesus, João Nogueira, Maria Bethânia, Elba Ramalho, Chico Buarque e outros ícones da MPB.
Se apresentou na África e Europa por várias vezes. Suas escola de samba predileta era a Portela.

Confira nos vídeos abaixo alguns dos maiores sucessos dessa talentosa cantora.











30/10/2015

COMO ERA O NOSSO MATERIAL ESCOLAR

Idealizada e escrita pela educadora Branca Alves de Lima (1911-2011), a cartilha Caminho Suave foi lançada em 1948. Desde a sua primeira edição até meados da década de 1990, vendeu em torno de 40 milhões de exemplares.
Foi retirada do catálogo do Ministério da Educação em 1995, mesmo assim vende cerca de 10 mil exemplares por ano.
Caminho Suave foi ao lado da tabuada, o principal instrumento de alfabetização de diversas gerações. A capa mais conhecida é a dos anos 1970.
Além da cartilha e da tabuada, os estudantes daquela época usavam canetas Bic e lápis Johan Faber. Eles podiam usar qualquer tipo de canetinha de colorir, mas a preferida era a Sylvapen. Estojos com mais de 12 canetinhas eram sinônimo de status entre a garotada.
Cadernos de caligrafia não podiam faltar para os alunos da Primeira Série. A lancheira continha um recipiente para sucos e/ou achocolatados. Uniformes escolares eram todos iguais - inclusive de educação física, que deviam ser brancos (só mais tarde o avental foi adotado).

Veja nas imagens abaixo, alguns itens do material escolar (não esquecendo dos calçados Conga, que estavam em moda na época).









28/10/2015

GALERIA DISNEY E OUTROS ÁLBUNS DE FIGURINHAS QUE VIRARAM MANIA

Lançado pela editora Abril em 1976, o álbum de figurinhas Galeria Walt Disney fez um sucesso avassalador. Milhões de figurinhas foram vendidas em poucos meses. Foi uma verdadeira febre (uma das poucas ocasiões em que um álbum que virou mania entre crianças e adultos não era sobre a Copa do Mundo).
Motivada, a Abril lançou vários álbuns com os personagens Disney nos anos seguintes. Um deles era o Show Disney (figurinhas sobre profissões); outro foi o Disney de A a Z.
Em 1979, a garotada comprou aos montes o álbum Turma da Mônica. Além de apresentar os personagens de Maurício de Souza, ele tinha um atrativo especial: figurinhas "transferíveis". Estava em moda naquela época um tipo de poster com personagens que podiam ser sobrepostos em qualquer lugar (inclusive no caderno), chamado Transfer.
No início dos anos 1980, foi lançado em São Paulo um álbum chamado Turma do Paulistinha. Bastava trocar determinados valores em notas fiscais pelos pacotinhos de figurinhas. Ninguém precisava comprar nada, e o que é melhor: ele sorteava prêmios como aparelhos de TV e automóveis.
Ainda na década de 1980, entrou em moda um tipo de álbum com figurinhas que reproduziam capas de discos de rock. Um deles foi o Rock Stamp.


Veja esses e outros álbuns que viraram mania nacional entre 1975 e 1985.














LEMBRANDO DOS MAIORES SUCESSOS DO ABBA...

O grupo ABBA estourou nas paradas de sucesso do mundo todo entre a segunda metade dos anos 70 e início dos 80. Apesar de ter surgido na Suécia, ele cantava em inglês. Seu nome é formado pelas iniciais de quatro músicos: Anni-Frid Lyngstad, Björn Ulvaes, Benny Anderson e Agnetha Fältskog.
Os membros do ABBA formavam dois casais. Benny era casado com Anni-Frid e Björn com Agnetha (ambos se separaram na década seguinte).
Muitas fãs ainda sonham com uma possível reunião do grupo, algo que - pelo menos por enquanto - parece impossível. Mas existe um ABBA Cover que, inclusive, chegou a se apresentar para um grande público durante sua passagem pelo Brasil. E o ABBA é ainda tão popular que existe na Suécia um museu em homenagem ao grupo. O musical Mamma Mia estourou nas telas de cinema e teatros de várias partes do mundo.

Saiba algumas curiosidades sobre o grupo clicando aqui.

Confira abaixo os vídeos com alguns dos maiores sucessos do grupo.














27/10/2015

CONFIRA ALGUMAS ANTIGAS PROPAGANDAS DE CIGARRO

A propaganda de cigarro foi durante muito tempo permitida no Brasil. Na década de 1970, comerciais de cigarros como Carlton, Vila Rica e Hollywood eram bastante comuns. A imagem do Hollywood era associada a de jovens que curtem esportes radicais e estão de bem com a vida. O seu slogan era Ao Sucesso, associando o tabaco à pessoas ambiciosas.
Com o slogan Venha Para o Mundo de Marlboro, a imagem do cigarro Marlboro foi ligada a de homens viris, que gostam de uma vida de aventuras.
Aliás, o cigarro foi naquele período constantemente associado a pessoas inteligentes, sofisticadas e de bem com a vida. Isso pode ser facilmente notado na propaganda dos cigarros Hilton, Shelton, Du Maurier, Pall Mall e Carlton.
Uma curiosidade: o slogan Leve Vantagem Você Também, repetido na TV pelo ex-jogador da seleção brasileira Gerson é até hoje associado ao jeitinho brasileiro, sobretudo à pessoas que pensam mais em si do que nos outros.

Clique aqui e saiba algumas curiosidades sobre o tabaco (inclusive sobre os seus malefícios).


Abaixo, algumas propagandas de cigarro veiculadas em revistas principalmente entre os anos de 1974 e 1979.