22/02/2018

5 BALADAS INESQUECÍVEIS DE UMA DAS BANDAS DE ROCK MAIS QUERIDAS DE TODOS OS TEMPOS: NAZARETH

 
Surgido no início dos anos 1960 na cidade escocesa de Dunfermline, o grupo Nazareth tornou-se conhecido no Brasil por baladas como Love Hurts, Where Are You Now, Dream On e Sunshine, entre outras.
Formado originariamente por Dan McCafferthy, Manny Charlton, Pete Agnew e Darrel Sweet, a banda passou por várias formações ao longo das últimas cinco décadas. Uma das mudanças mais radicais ocorreu no começo dos anos 2010, quando McCafferthy anunciou a sua saída em virtude de problemas de saúde.
Com mais de 20 discos de estúdio gravados, o Nazareth fez sucesso principalmente na década de 1970 e início dos anos 80.
Confira algumas músicas dessa que é uma das mais queridas bandas de rock britânicas de todos os tempos.






21/02/2018

O IMPACTO DA NOVELA O DIREITO DE NASCER NA TELEVISÃO BRASILEIRA


Exibida pela TV Tupi em 1964, a novela O Direito de Nascer é considerada ainda nos dias atuais um dos folhetins eletrônicos de maior impacto na história da televisão brasileira. Razões não faltam, e nós vamos enumerá-las nas próximas linhas.
Temos que lembrar que a história original foi escrita em 1948 pelo cubano Félix Caignet, mais tarde adaptada em vários países. Vale lembrar também que O Direito de Nascer fez um grande sucesso no rádio brasileiro no início da década de 1950.
Os responsáveis pela primeira adaptação de O Direito de Nascer para a televisão brasileira foram Thalma de Oliveira e Teixeira Filho. Com capítulos de cerca de 30 minutos, ela entrou no ar em 7 de dezembro de 1964. Detalhe: entre os diretores estava o hoje consagrado ator Lima Duarte.
O Direito de Nascer contou com atores como Nathalia Timberg, Amilton Fernandes, Isaura Bruno, Guy Loup, José Parisi, Rolando Boldrin, Marcos Plonka e Oswaldo Loureiro, entre outros, no elenco.
O enredo girava em torno de Albertinho Limonta (Amilton Fernandes), um homem criado por uma madrasta negra que tenta descobrir as suas verdadeiras origens. Envergonhada por ter um filho bastardo, a verdadeira mãe resolve ingressar num convento e se tornar freira. O pai desaparece sem que ninguém tenha notícias dele. Albertinho só descobre a sua origem, obviamente, nos derradeiros capítulos.
Mas porque o folhetim de Caignet causou tanto impacto?
O Direito de Nascer foi a primeira produção desse tipo a conquistar um público cativo. Dizem que até a utilização da rede sanitária caia durante a sua exibição. Em outras palavras, podemos dizer que foi graças a ela que a telenovela se tornou uma mania nacional.
A audiência foi tão impressionante que todo o elenco percorreu em carro aberto da sede dos Diários Associados até o Ginásio do Ibirapuera, em São Paulo. No Rio de Janeiro, a festa ocorreu no Maracanãzinho.
O Direito de Nascer teve outras duas outras adaptações, a primeira exibida em 1978 pela mesma TV Tupi, com Eva Wilma e Carlos Augusto Strazzer; e em 1997, pelo SBT, com Guilhermina Guinle e Jorge Pontual. Atualmente, a versão do SBT está sendo exibida pela TV Aparecida.
Além da exibição em rádio e TV, a história foi transformada em livro e fotonovela (lembrando que as fotonovelas fizeram muito sucesso durante os anos 60). Matérias sobre o desenrolar da trama e notícias sobre o elenco costumavam ser veiculadas na imprensa, principalmente nas revistas especializadas em celebridades.
Não é difícil entender como O Direito de Nascer influenciou a televisão brasileira. Embora as telenovelas tenham se tornado parte da rotina dos brasileiros, impacto igual só voltaria a se repetir com Beto Rockfeller, em 1969, e Selva de Pedra, em 1972.

19/02/2018

EDNARDO E O ROMANCE DO PAVÃO MYSTERIOSO


Todas as pessoas com mais de 50 anos devem lembrar da abertura da novela Saramandaia, levada ao ar em 1976 pela Rede Globo. Ela tinha como música tema Pavão Mysterioso, do cearense Ednardo.
José Ednardo Soares Costa Sousa nasceu em Fortaleza, Ceará, em 1945. Iniciou a carreira artística no início dos anos 1970, ao lado de outros reconhecidos músicos nordestinos: Fagner, Amelinha e Amelinha. Sua fama explodiu justamente com a novela Saramandaia, um grande sucesso do horário das 22h.
Além de Pavão Mysterioso, gravou sucessos como Ingazeiras, Terral, A Manga Rosa, Enquanto Engoma a Calça, Lagoa de Aluá e Longarinas, distribuídas em 14 álbuns de estúdio. Chamado justamente de O Mistério do Pavão Mysterioso, seu primeiro álbum foi lançado em 1974 (o primeiro disco foi um compacto gravado com Eliana Pittman, em 1972).
Além de discos próprios, Ednardo fez gravações para diversos filmes e peças de teatro. Possui ainda músicas gravadas por astros como Elba Ramalho, Ney Matogrosso, Vâniea Abreu Amelinha, Belchior e Fagner.
Apesar de estar fora da mídia nacional, Ednardo continua fazendo shows em todo o Brasil. Possui um público cativo, que sempre lota cada casa de espetáculo onde se apresenta.

18/02/2018

DESCUBRA O QUE ESTEVE EM MODA E QUEM DEU O QUE FALAR EM 1978


Uma das principais notícias de 1978 foi o curto pontificado do papa João Paulo I. Ele assumiu o posto em substituição a Paulo VI, mas acabou morrendo um mês depois. O seu substituto foi o papa João Paulo II.

Outra notícia que deu muito o que falar foi o nascimento do primeiro bebê de proveta do mundo, a britânica Louise Brown. A nova técnica de inseminação em proveta permitiu que milhões de casais estéreis ao redor do mundo pudessem ter filhos.

Uma das personalidades mais populares de 1978 foi a atriz Sônia Braga. O sucesso da novela Gabriela, exibida em 1976, e de filmes como Dona Flor e Seus Dois Maridos e A Dama do Lotação fizeram de Sônia uma verdadeira estrela. Com o filme O Beijo da Mulher-Aranha, exibido na década seguinte, Sônia ingressou na carreira internacional.

Quem também deu muito assunto para conversa foi o bailarino e ator norte-americano John Travolta. Os filmes Grease – Nos Tempos da Brilhantina e Os Embalos de Sábado à Noite fizeram de Travolta o maior ídolo daquele final de década.

O filme Os Embalos de Sábado a Noite impulsionou a moda das discotecas entre os brasileiros. Inspiradas na casa novaiorquina Studio 51, diversas casas parecidas foram inauguradas no Brasil. Os músicos de maior sucesso da onda disco foram Village People, Donna Summer, Chic e Bee Gees. Com Sônia Braga no papel principal, a novela Dancin´Days tinha uma discoteca como um dos seus cenários.

Vários músicos brasileiros ingressaram na moda das discotecas. Um deles foi um grupo formado apenas por mulheres chamado As Frenéticas. A música tema da novela Dancin´Days era cantada pelas meninas. Mas houveram outros grupos e cantores: Harmony Cats, Lady Zu e Regina Shakti, que se apresentava na TV brasileira como cover na britânica D. D. Jackson.

O cantor Sidney Magal foi talvez o principal ídolo da música brasileira daquele ano. Com músicas como Sandra Rosa Madalena e O Meu Sangue Ferve por Você, ele tomou as paradas de sucesso. Durante as suas apresentações, Magal encarnava um cigano cantor.

Surgido simultaneamente no Reino Unido e Estados Unidos, o movimento punk começa a tomar a Europa e os Estados Unidos. O grupo que mais deu o que falar nessa época foi o britânico Sex Pistols. Com figurino, atitudes e muita música pesada, os punks desafiaram o status quo da época. Não seria exagero dizer que marcaram toda uma geração. No Brasil, o punk viveu o seu auge a partir de 1979. Os principais grupos brasileiros foram Cólera, Olho Seco, Aborto Elétrico, Detrito Federal e Ratos de Porão.

Embora a TV por assinatura ainda fosse uma realidade distante, os brasileiros já assistiam seriados norte-americanos quase o tempo todo. Planeta dos Macacos, S.W.A.T, Vegas, Kojak, O Homem de Seis Milhões de Dólares, Mulher-Maravilha, A Mulher-Biônica e As Panteras foram alguns desses seriados. Com o sucesso de As Panteras, a atriz norte-americana Farrah Fawcett se transformou em sí mbolo sexual em diversas partes do mundo (ela posou nua para a Playboy de seu país).

Além de Dancin´Days, os brasileiros assistiram as novelas O Pulo do Gato, Maria Maria, A Sucessora, Pecado Rasgado, Gina, Sinal de Alerta e Te Contei?.

Lançado em 1977, o filme Guerra nas Estrelas continuou fazendo sucesso ao longo do ano anterior. Mas as pessoas também assistiram Os Embalos de Sábado à Noite, Grease – Nos Tempos da Brilhantina (imagem acima), Amargo Regresso, A Dama do Lotação, O Franco-Atirador e Super-Homem. Com o ator norte-americano no papel do herói, Super-Homem geraria mais duas continuações.

Os escritores mais lidos entre os anos de 1977 e 1978 foram Agatha Christie, Morris West, J. M. Simmel, Harold Robbins, Jorge Amado e Erick von Däniken. Seus livros sobre supostas visitas de alienígenas tornaram Däniken muito popular.

Nas bancas de jornais brasileiras, saiu a primeira edição da revista Playboy. As crianças conheceram diversos novos personagens do desenhista Maurício de Souza: Pelezinho, Neusinha, Cana Brava, Bonga… O gibi do Pelezinho foi um sucesso. O gibi com a turma do Sítio do Pica-pau Amarelo também, lançado no encalço da novelinha da Rede Globo com os personagens de Monteiro Lobato, teve vendas bastante satisfatórias.

Entre os modismos de 1978 estão as figurinhas para transferir (espécie de decalques onde bastava raspar para colá-los onde as crianças desejassem), canetas do tipo “Julieta” para pendurar no pescoço, tampinhas da Coca-Cola com os personagens Disney, bonequinhas em miniaturas Fofolete, boneco Falcon (uma espécie de mercenário de barba lançado pela Estrela), aparelhos de TVs portáteis com visual colorido (pareciam bastante com o IMac colorido lançado anos depois pela Apple) e calças jeans USTop. Tudo isso sem esquecer a mania da corrida, o que meses depois seria chamada de cooper.

As crianças chupavam drops Dulcora, os garotos se divertiam com o Telojogo Philco (o pai do Atari, do Playstation e todos os videogames que viriam depois), as jovens usavam meias luréx, as famílias adquiriam geladeiras com água na porta, as donas de casa colocavam congelados Findus no carrinho de supermercado e os homens se perfumavam com as colônias da Atkinson.

Fonte: Mais Que Curiosidades

17/02/2018

O GORDO, PATRÍCIA, CACÁ E OUTROS PERSONAGENS INESQUECÍVEIS DE ELY BARBOSA


A imagem acima é do gibi O Gordo, publicado pela Editora Abril entre 1987 e 1992. Com ele, também foram publicadas as revistas em quadrinhos das personagens Patrícia e Fofura.
O Gordo, Patrícia, Fofura e Cacá e sua Turma foram criados pelo publicitário e desenhista Ely Barbosa. Vale lembrar que ele também é criador dos personagens Incríveis Amendoins.
Cacá e seus amiguinhos ficaram nacionalmente famosos durante os anos 70, quando protagonizaram uma série de história infantis narradas por ninguém menos que Silvio Santos. Eram histórias em que o cãozinho Cacá vivia aventuras com Branca de Neve, Joãozinho (aquele do pé de feijão) e outros. Elas eram gravadas em disquinhos coloridos distribuídos pelo Baú da Felicidade (detalhe: eles foram relançados em 2002).
Mas ele não ficou apenas nos quadrinhos, chegando a produzir séries animadas e programas infantis. Um desses programas foi o TV Tutti-Frutti, produzido pela Band no começo da década de 1980. Os personagens eram frutas falantes, como a João Banana, o Jerimun e o Melâncio.
Além de personagens próprios, Ely desenhou quadrinhos para o gibi dos Trapalhões para a Bloch Editores, e Hanna-Barbera, para a Rio Gráfica e Editora. Fez ainda comerciais para a TV, como a saudosa propaganda do DDDrin, exibida durante muito tempo e ainda lembrada por mais de uma geração (“A pulguinha dançando iê-iê-iê/O pernilongo mordendo o nenê...”)
Ely Barbosa nasceu na cidade paulista de Vera Cruz, em 1939, e faleceu em São Paulo, em 2007.

16/02/2018

5 CAPAS PARA VOCÊ LEMBRAR DA REVISTA FATOS E FOTOS

 
A primeira edição da revista Fatos & Fotos, da Bloch Editores, foi lançada em janeiro de 1961. Desde então, ela tem acompanhado os fatos mais importantes da história do Brasil e do mundo, como a chegada do primeiro homem à Lua, a vitória da seleção brasileira na Copa do México, em 1970, e a morte de Ayrton Senna.
Fatos & Fotos costumava também lançar edições especiais sobre os grandes acontecimentos que sacudiram o Brasil e o mundo, como no caso da morte dos integrantes da banda Mamonas Assassinas, cuja carreira foi abordada numa edição especial tamanho gigante.
A Fatos & Fotos costumava aproveitar o excesso de matérias feitas para a revista Manchete, também do grupo Bloch.
Segue abaixo reproduções de algumas capas dessa importante revista, que deixou de circular com a falência da Bloch Editores.