24/04/2018

DESCUBRA QUAIS FILMES, DISCOS E SÉRIES DE TV ESTIVERAM EM MODA NO ANO DE 1982



Realizada na Espanha, a Copa do Mundo de futebol de 1982 foi realmente "inesquecível" para os brasileiros. O país tinha confiança de que finalmente conquistaria o tão sonhado tetracampeonato, visto que possuía uma seleção com grandes craques – diga-se Zico, Sócrates, Falcão e companhia – além de um técnico talentoso chamado Telê Santana. A seleção, no entanto, caiu diante da equipe italiana. Ninguém conseguia acreditar que o time dos sonhos brasileiro tinha sido derrotado, voltaria mais cedo para casa e ainda teria que esperar pelo menos mais quatro anos para levar o título.

A Copa do Mundo movimentou o país de norte a sul. O chiclete Ping-Pong lançou uma coleção de figurinhas com os craques da seleção – um grande sucesso entre a garotada. Nada, porém, fez mais sucesso do que a música de Moraes Moreira, que repetia: "Nessa Copa do Mundo seremos, seremos os campeões".

Além de Morares Moreira, os brasileiros ouviram à exaustão os músicos Alceu Valença, Gal Costa, Rita Lee, Eduardo Dusek, Michael Jackson e Olivia Newton-John, além das bandas Roupa Nova, The Police e Earth, Wind & Fire. Cantada por Dalto, a canção Muito Estranho embalou as rádios naquele início de década.

Gonzaguinha lançou O Que É, O Que É, samba considerado até hoje um clássico da MPB. Elba Ramalho fez o Brasil inteiro cantar Bate Coração, uma canção em ritmo de forró. Gal Costa popularizou o frevo com Festa do Interior ("Nas trincheiras da alegria, o que explodia era o amor"). Rita Lee realizou um show atrás do outro, repetindo os refrões do rock Lança Perfume. Também em  ritmo de rock (mais canções de humor), Eduardo Dusek chamou a atenção com os hits Barrados no Baile, Rock da Cachorra e Cantando no Banheiro.

Ainda falando de rock, o grupo Blitz lançou naquele início de anos 80 um compacto com a música Você Não Soube me Amar, que foi um sucesso estrondoso. O grupo de Evandro Mesquita, Fernanda Abreu, Lobão e companhia (Lobão saiu antes do lançamento) foi o grande destaque nas emissoras de TV e rádio, capas de revistas e shows pelo Brasil afora. Ele fez um show atrás do outro e, mais do que isso, indicou um tendência na música brasileira dos anos 80: a ascensão do rock.

Mil novecentos e oitenta e dois não foi somente um ano memorável na música, foi também no cinema. Diversos clássicos da cinematografia norte-americana chegaram às grandes telas naquela ocasião. Blade Runner - O Caçador de Androides, Poltergeist - o Fenômeno, Rambo, Pork´s, Tootsie e ET - O Extraterrestre arrecadaram milhões de dólares em todo o mundo. Dirigido por Steven Spielberg, ET - O Extraterrestre levou milhares de jovens a assisti-lo duas e até três vezes seguidas. As filas nas portas dos cinemas chegavam a dobrar quarteirões. Ele é até hoje um dos filmes mais lucrativos da história.

Parece que músicos, roteiristas, produtores e diretores tiveram um surto repentino de criatividade naquele início de década. Na TV, por exemplo, entraram no ar programas e séries que marcariam toda uma geração. A Rede Globo resolveu investir pesado em minisséries, levando ao ar dois clássicos desse tipo de folhetim: Quem Ama Não Mata (que ganharia um remake décadas depois) e Lampião e Maria Bonita.

Elas por Elas e Sol de Verão foram as novelas mais comentadas. A primeira, em virtude do hilário personagem Mário Fofoca, que levaria o ator Luís Gustavo a interpretá-lo em série própria anos depois. A segunda, por causa de um fato que abalou o Brasil: a morte repentina do ator Jardel Filho no comecinho de 83. Sem condições psicológicas de continuar, o autor Manoel Carlos resolveu abandonar a trama, que saiu do ar pouquíssimo tempo depois.

A novela Sol de Verão popularizou uma marca de sorvetes chamada Sem Nome. Diversas sorveterias "Sem Nome" foram abertas nas grandes cidades. As pessoas começaram a se interessar pela linguagem dos surdos, em virtude do personagem surdo-mudo Abel, interpretado pelo ator Tony Ramos.

Outro modismo foi a sandália de plástico Melissa (um sucesso avassalador entre as meninas no ano de 1980), que passou a vir com um reloginho. O álbum de figurinhas predileto das meninas era Amar É, com o casalzinho pelado que vinha com frases românticas. Entre os meninos, o melhor álbum foi o da Copa do Mundo do chiclete Ping Pong. Não podemos esquecer os ioiôs da Coca-Cola, que virou febre entre pessoas de todas as idades. Bastava juntar algumas tampinhas dos produtos Coca-Cola e dar mais alguns trocados em dinheiro para adquirir o seu.

Lançado há cerca de dois anos, o cubo mágico era ainda mania entre jovens e adultos. As meninas se apaixonaram pelos cavalinhos da série de brinquedos Meu Querido Pônei. Mas a grande novidade da época foi o lançamento pela fabricante de brinquedos Estrela de uma boneca de grande sucesso nos Estados Unidos: a Barbie.

As personalidades mais comentadas foram o cantor brasileiro Amir Rogério, que ainda fazia sucesso com a música Fuscão Preto, e o norte-americano Michael Jackson, que dominava as rádios do mundo todo com as canções do álbum Thriller. Os craques da seleção brasileira e o técnico Telê Santana também deram o que falar. Mas houve um fato que calou todo mundo, que tentava entender o que tinha acontecido: a morte da cantora Elis Regina. Ela foi encontrada morta em seu apartamento em São Paulo, aos 36 anos. A causa provável foi a ingestão de algum tipo de droga misturada com álcool.

23/04/2018

TEX WILLER, O PERSONAGENS DOS QUADRINHOS DE FAROESTE QUE NUNCA SAI DE MODA



Acredite se quiser, mas os gibis do herói do faroeste Tex Willer são publicados ininterruptamente no Brasil desde 1971. São quase 50 anos de sucesso junto a um público fiel, mas...
Por que resolvemos criar um post sobre Tex num blog sobre modismos e manias do passado? Justamente porque trata-se de um personagem que nunca saiu de moda (e, no que depender dos fãs, não sairá tão cedo).
Tex foi publicado inicialmente pela Editora Vecchi, passando pela Globo e Mythos. Mas quando o personagem foi publicado pela primeira vez no mundo?
As história de Tex surgiram na Itália no formato tirinha em 30 de setembro de 1948. Seus criadores foram Gian Luigi Bonelli e Aurelio Gallepini. As histórias demoravam semanas para serem concluídas, o que gerava uma certa curiosidade do público.
A boa recepção do público incentivou seus criadores a publicarem revistas com história completas, que também fizeram grande sucesso no mercado. Temos que chamar a atenção para o fato de que as histórias possuíam informações ricas sobre a vida no velho oeste norte-americano – inclusive sobre a cultura indígena, vale aqui salientar.
Outro fator de sucesso diz respeito ao caráter do personagem, um homem com forte senso de justiça. Tex não nega ajuda a quem quer que seja para combater as injustiças da terra onde vive. Há ainda a veia humorística, presente em grande parte graças ao personagem Kit Carson, amigo de Tex.
Tex vivia num rancho na fronteira do estado do Texas com o México. Sua vida muda completamente quando seu pai é assassinado por ladrões de gado mexicanos. Sedento de justiça, ele atravessa a fronteira atrás dos assassinos, mas é perseguido pela polícia local. Ao voltar para sua terra, tenta a vida como artista de circo, fazendo números com laços. Mas sua vida muda totalmente quando seu irmão também é assassinado, o que o transforma em justiceiro e aventureiro.
O sucesso no Brasil levou as editoras a publicarem diversas edições especiais e comemorativas do personagem, entre elas o Almanaque Tex.
Ao lado de Zagor e Cavaleiro Solitário, ele se transformou num dos pistoleiros mais famosos dos quadrinhos. A moda dos filmes de faroeste pode ter passado, mas não dos quadrinhos de Tex. Um personagem cuja sobrevivência ainda promete ser longa.

21/04/2018

REALIDADE, A REVISTA QUE MUDOU A HISTÓRIA DA IMPRENSA BRASILEIRA



Realidade foi uma publicação da editora abril lançada em 1966 e tirada de circulação em 1976. Foram 10 anos que marcaram a história da imprensa brasileira devido a uma série de motivos.
Em primeiro lugar, Realidade apresentou características inovadoras para a época, como os créditos das fotos e ilustrações. Em segundo, devido à suas grandes reportagens, que deixavam o público a par dos acontecimentos e personalidades em voga. Em terceiro, porque mudou o foco narrativos das reportagens. Elas eram muitas vezes escritas em primeira pessoas, como se fossem contos escritos pelos jornalistas (podemos dizer que alçou jornalistas à categoria de escritores). E, por último, em virtude das matérias investigativas que...
 A promulgação do AI-5 mudou radicalmente as redações de jornais e revistas em todo o país. Realidade abandonou as reportagens investigativas, além de que sofreu um enorme revés criativo, deixando de ser em muitos aspectos atrativa para o leitor.
O detalhe é que ela é ainda nos dias atuais temas de estudos e assunto para diversas reportagens sobre a história da imprensa brasileira. Em seu auge, chegou a vender 500 mil exemplares por edição.
Seguem abaixo algumas capas para você lembrar (ou conhecer, no caso das novas gerações), a excelente revista Realidade.






20/04/2018

DESCUBRA PORQUE OS ANOS 80 FORAM TÃO AGITADOS E INESQUECÍVEIS


 
A falência da TV Tupi no início dos anos 80 fez com que a novela Drácula, que estava sendo exibida na época, ficasse inacabada. Episódio semelhante só ocorreria com a extinção da TV Manchete anos mais tarde, que deixou Brida pela metade.

A Rede Manchete de Televisão nasceu em 5 de junho de 1983. Foi fundada pelo empresário Adolpho Boch, proprietário da Bloch Editores e da revista Manchete.

As novelas de maior sucesso da Rede Manchete foram Tocaia Grande, Dona Beija, Kananga do Japão, Xica da Silva, Mandacaru e Pantanal. Exibida entre março e dezembro de 1990, Pantanal chegou a bater a poderosa Rede Globo em audiência.

Uma curiosidade sobre a novela Pantanal: ela foi escrita por um dos principais autores da Rede Globo, o novelista Benedito Ruy Barbosa. A direção coube a Jaime Monjardin, também da Globo.

A Rede Manchete foi a responsável por lançar a modelo Maria da Graça Meneghel, mais conhecida como Xuxa, como apresentadora de televisão. A estreia aconteceu em 1983 no programa Clube da Criança. Com a mudança de Xuxa para a Globo, a Manchete chamou outra loira famosa para substituí-la: Angélica.

Antes de comandar o programa Domingão do Faustão, Fausto Silva apresentou um programa de grande sucesso nos anos 80 chamado Perdidos na Noite. O programa passou por três emissoras (Gazeta, Record e Bandeirantes) e chegou a ser dirigido pelo “Vem Comigo” Goulart de Andrade.

Gugu Liberato apresentou um programa no SBT chamado Viva a Noite. Antes da entrada dos comerciais, Gugu gritava para a plateia: “Viva a Noite!”. E todos respondiam: “Viva! Viva! Viva!”. Bem antes do Viva a Noite, Gugu trabalhou como produtor dos quadros Cidade Contra Cidade e Domingo no Parque, ambos do Programa Silvio Santos.

Exibido até os dias de hoje, o Vídeo Show estreou em março de 1983. No início, era exibido apenas aos domingos.

O Xou da Xuxa foi ao ar pela primeira vez em 30 de junho de 1986. Durante o tempo em que esteve no ar com o programa, Xuxa gravou 7 discos, que tiveram 14 milhões de cópias vendidas.

Os programas infantis de maior sucesso da década foram: Clube da Criança (Rede Manchete), Balão Mágico (Globo) e Bozo (SBT).

Por falar em Bozo, você sabia que o seriado Chaves estreou como quadro do programa em 1984? O Bozo passou, mas o Chaves ficou.

Esqueça Carrossel e Chiquititas. A primeira novela infantil importada a fazer sucesso entre as crianças foi a mexicana Chispita, exibida em 1984.

Michael Jackson foi um dos poucos astros da música a emplacar cinco álbuns de inéditas seguidos em 1º lugar no Hot 200 da Billboard. Thriller ficou 80 semanas nas paradas dos Estados Unidos, sendo 37 em primeiro lugar.

Thriller é o álbum mais vendido da história da indústria fonográfica. Até junho de 2009 (mês e ano da morte do cantor), tinham sido vendidas mais de 100 milhões de cópias.

Com 13 minutos de duração, o vídeo da música Thriller é considerado um dos melhores clipes da história. Na época da sua estreia, ele chegou a ser exibido a cada duas horas pela MTV.

Em janeiro de 1985, Michael Jackson organizou com o cantor Lionel Richie a gravação do single We Are The World. A música foi composta em cerca de meia hora. Para a sua gravação foram convidados 43 músicos de sucesso na época como Kim Carnes, Cindy Lauper, Diana Ross, Kenny Rogers, Willie Nelson, Steve Wonder, Dionne Warwick, All Jarreau, Kenny Logins, Ray Charles, Bruce Springteen e Paul Simon.

Everybody, o primeiro single de Madonna foi lançado em outubro de 1982 e imediatamente se tornou sucesso nas pistas de dança.

Madonna (ainda) é uma das mais populares artistas do mundo. Seus apelidos são Rainha do Pop (Queen of Pop) e Material Girl (este último surgiu em virtude do clipe da música Material Girl, do álbum Like a Virgin, de 1985).

Por falar no vídeoclipe de Material Girl, você sabia que ele foi inspirado numa cena do filme Os Homens Preferem as Loiras, com a eterna musa do cinema Marilyn Monroe?

O fundador do U2, uma da bandas que estouram nos anos 80, foi Larry Mullen Jr. que, na época, contava apenas 14 anos. O nome U2 foi inspirado no nome de uma avião-espião norte-americano chamado Lockheed U-2. O interessante é que U2 também soa como “Você também”.

Os álbuns que ajudaram a banda a ser reconhecida fora da Irlanda, seu país de origem, foram Boy (1980) e October (1981). O primeiro êxito internacional, no entanto, ocorreu com o LP War (1983).

A música que consagrou o U2 no exterior foi New Year’s Day, do álbum War. New Year’s Day levou o grupo ao topo da para do Reino Unido e dos Estados Unidos, onde Larry Mullen e banda logo estariam fazendo shows.

Realizado em janeiro de 1985, o Rock in Rio foi o primeiro grande festival de música do Brasil. Até então, poucos artistas internacionais costumavam se apresentar por aqui. Assistir a shows como os do Iron Maiden e Ozzy Osbourne era, então, um sonho distante para a massa de roqueiros brasileiros.

O primeiro Rock in Rio durou dez dias e atraiu 1,38 milhão de pessoas.

O primeiro grande músico a subir ao palco na história do Rock in Rio foi o cantor Ney Matogrosso.

O Rock in Rio foi transmitido para quase 30 países e acompanhado por 280 milhões de pessoas.

O Queen, uma das atrações do primeiro Rock in Rio, é um dos recordistas mundiais de vendas de discos, com mais de 300 milhões de exemplares ao longo da carreira. Os únicos artistas/bandas a atingirem essa marca foram: ABBA, Elvis Presley, Michael Jackson, Madonna e The Beatles.

A década de 80 foi uma espécie de era de ouro do rock made in Brazil. Algumas das principais bandas da história do rock nacional surgiram nesse período: Barão Vermelho, Ira!, Titãs, Capital Inicial, Paralamas do Sucesso, Engenheiros do Hawai, Ultraje a Rigor e Legião Urbana. Outras bandas, no entanto, desapareceram tão rápido quanto surgiram. São elas: Absyntho, Magazine (do sucesso “Eu Sou Boy”), Metrô, Tokyo, Heróis da Resistência, Afrodite se Quiser, Erva Doce, Uns e Outros, Yahoo, Rádio Táxi e Sempre Livre.

Uma das bandas de maior sucesso da década, foi a Blitz. Ela surgiu no mercado no ano de 1982 com a música “Você não Soube me Amar”, que estourou do dia para a noite nas rádios de todo o país. A música foi incluída no álbum As Aventuras da Blitz, um dos mais vendidos da época. O curioso é que o compacto tinha “Você não Soube me Amar” de um lado e a voz de Evandro Mesquita repetindo “nada, nada, nada” do outro.

O maior fenômeno musical da década foi o grupo RPM (o único conjunto a chegar perto em matéria de popularidade foi o Mamonas Assassinas, 10 anos depois).  O primeiro hit foi Louras Geladas, seguido de Olhar 43, do disco Louras Geladas. O sucesso do álbum foi tão grande que ele vendeu 300 mil cópias em pouquíssimas semanas. Com direção do cantor Ney Matogrosso, o show Rádio Pirata lotou ginásios do país inteiro, dando origem ao LP Rádio Pirada ao Vivo, que vendeu 2,7 milhões de cópias.

Os anos 80 também foram bastante significativos para os fãs de heavy metal. Motivos não faltam: Ozzy Osbourne estourou em carreira solo, o Iron Maiden lançou os seus melhores discos (quem não se lembra de The Number of the Beat, Piece of Mind e Powerslave?), o Deep Purple tentou uma volta triunfal, o Metallica despontou no cenário roqueiro (os álbuns Kill em’All, Ride the Lighting e Master o Puppets venderam como água), o Scorpions (uma banda alemã surgida nos anos 70) viveu o seu auge… Os fãs do gênero paulistanos costumavam se reunir nas manhãs de sábado na Grandes Galerias (ou Galeria do Rock) e na loja Woodstock Discos. E o melhor de tudo: boa parte das atrações do primeiro Rock in Rio era constituída de bandas de rock da melhor qualidade “metaleira” (= Iron Maiden, AC/DC, Scorpions, Whitesnake, Ozzy Osbourne…).

Um dos seriados de maior audiência dos anos 80 foi Profissão: Perigo, exibido pela Globo. Profissão: Perigo contava as aventuras do agente das Forças Especiais MacGyver, que conseguia se livrar de enrascadas apelando apenas para os seus conhecimentos de química (acredite se quiser, mas ele conseguiu deter um vazamento de ácido com uma barra de chocolate). Nem todos sabem, mas o verdadeiro nome de MacGyver era Angus. A música da abertura brasileira era Tom Sawyer, do Rush.

Apresentada no final das tardes de segunda a sexta da Globo, a Sessão Comédia exibia os seriados Super Gatas, Super Vicky, Caras e Caretas, O Poderoso Benson e Primo Cruzado. O nome da série Primo Cruzado foi inspirado na moeda em circulação na época, o cruzado. Contava as aventuras de Zeca, um imigrante supostamente brasileiro (e mineiro) nos Estados Unidos. Mas na versão original o primo era grego e se chamava Balki Bartokomous.

A maior audiência da história da telenovela brasileira foi a do último capítulo de Roque Santeiro, novela transmitida pela Globo em 1985. Quase 100% dos aparelhos de TV estavam sintonizados na novela.

Roque Santeiro foi uma das poucas telenovelas a ter seus personagens estampados em álbuns de figurinhas. Outra produção dos anos 80 que se transformou em figurinhas foi Que Rei Sou Eu?, de Cassiano Gabus Mendes, exibida às 7h da noite.

Exibida em 1983, Sol de Verão tinha tudo para ser uma das novelas mais inesquecíveis da história da TV brasileira. A trama era boa e os atores (Débora Bloch, Tony Ramos, Jardel Filho e outros) excelentes, mas o que fez a trama de Manoel Carlos entrar para a história foi a morte repentina do ator Jardel Filho. Abalado pela morte do amigo, Manoel Carlos (que teve que explicar o sumiço do personagem) não conseguiu continuar escrevendo a novela. A missão ficou com Lauro César Muniz, que encerrou a trama dois meses antes do previsto.

A novela Eu Prometo, também de 1983, “prometia” ser um sucesso no horário das 22h. Prometia. A trama não emplacou e o pior, a autora Janete Clair morreu antes de terminá-la. Quem ficou com a missão de completar a história foi a também novelista Glória Perez.

Transmitida entre 1988 e 1989, Vale Tudo foi uma das melhores telenovelas exibidas até hoje. Escrita por Gilberto Braga e Aguinaldo Silva, Vale Tudo fez o Brasil inteiro perguntar quem matou a megera Odete Roittman, interpretada pela atriz Beatriz Segall. Para manter o mistério, os autores gravaram cinco finais diferentes. O escolhido só foi revelado nos últimos minutos.

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18/04/2018

O SURGIMENTO, APOGEU E DECADÊNCIA DA FÁBRICA NACIONAL DE MOTORES


 
Com sede na cidade de Duque de Caxias, no Rio de Janeiro, a Fábrica Nacional de Motores (conhecida também como Fenemê) foi uma empresa do ramo automobilístico especializada na fabricação de caminhões.
A Fábrica Nacional de Motores foi inaugurada em 1942 e tinha como principal articular o então presidente da República Getúlio Vargas. Na verdade, quem teve a ideia foi o coronel Antônio Guedes Muniz. Sua intenção era produzir motores para aviões, o que foi possível através da uma sociedade com a norte-americana Curtiss-Wright.
A FNM produziu motores para aviões até 1946, quando a demanda sofreu uma queda expressiva por causa de fatores como o final da Segunda Guerra Mundial. Eurico Gaspar Dutra, o novo presidente, não parecia nem um pouco interessado na empresa. Muniz teve que coloca-la para produzir bicicletas, eletrodomésticos e até máquinas industriais. As coisas só viriam a mudar mesmo em 1949 quando, através de um acordo com a marca italiana Isotta Fraschinni, a empresa começou a produzir caminhões no Brasil.
O primeiro modelo a sair da linha de produção foi o D-7.300, cujas peças eram importadas da Itália. O problema: a Isotta logo abriu quebrou, interrompendo o envio de peças para cá.
Como solução, os administradores da FNM fizeram acordo com outra empresa de origem italiana: a Alfa-Romeo. Foi assim que surgiu o modelo D-9.000 e, pouco tempo depois, o D.11.000, que se tornaria o maior clássico da empresa.
Um dos projetos mais ousados da marca foi a produção do FNM 2.000-JK, no início da década de 1960, um carro de luxo com parecido com os modelos Alfa Romeos que circulavam na Europa. Mas...
Veio o golpe militar e um interventor foi nomeado para a empresa. E a empresa foi praticamente “doada” para a Alfa Romeo.
Nas mesmas linhas de produção dos caminhões, o que não significou o fim definitivo da marca. Modelos como o caminhão FNM-180 continuaram saindo de lá, pelo menos até 1980. Ela foi adquirida pela recém-chegada FIAT e extinta naquele ano.
A Fábrica Nacional de Motores foi a primeira montadora do Brasil. Produziu caminhões que deixaram saudades em muitas gente, além de muitos fãs e colecionadores.

16/04/2018

BATIDAS HIPNÓTICAS E MUSICALIDADE FORTE NO EXCELENTE BORN IN THE USA, DE BRUCE SPRINGSTEEN



Lançado em 1975, o disco Born to Run agradou em cheio a crítica, que o escolheu como  um dos 200 melhores álbuns de todos os tempos. O público também gostou bastante, mas nada que se compare com Born in the USA, que chegou às lojas quase 10 anos depois.
Born in the USA foi lançado em junho de 1984. Em pouco tempo, conquistou as paradas musicais de diversos países, inclusive do Brasil. As canções Glory Days, Dancing in the Dark e Born in the USA chegaram a ser repetidamente todas nas rádios e programas de TV especializados em videoclipes.
O que chama a atenção nesse trabalho é a temática patriótica, principalmente na faixa título. Interessante é que Springsteen idealizou a música tema como uma crítica ao governo do então presidente Ronald Reagan, sem em momento algum imaginar que tivesse um efeito contrário. Born in the USA foi usado pelo governo Reagan e o Partido Republicano como bandeira patriótica e propaganda governamental.
O fato é que Born in the USA fez sucesso no exterior em virtude da bateria pesada e voz rouca, quase gritada de Springstenn. A melodia é hipnotizante. Compreensível em qualquer língua. O mesmo podemos dizer da batida country de Glory Days e do ritmo dançante de Dancing in the Dark. Não podemos esquecer que My Hometown e I’m on Fire são também irresistíveis.
Born in the USA vendeu em torno de 15 milhões de cópias, sendo o álbum de maior sucesso de Bruce Springsteen. Embora não tenha repetido o feito nos álbuns posteriores, Springsteen nunca saiu de moda
Born in the USA foi lançado numa época em que a música norte-americana estourava em quase todas as paradas musicais do planeta. Prince, Tina Turner, Van Halen, Lionel Richie e outros astros lançaram discos mais do que essenciais. O próprio Springsteen participou do projeto musical USA for Africa, que estourou com a música We Are the World.
Se quiser montar uma discoteca básica, não esqueça de incluir Born in the USA. Você certamente vai querer ouvi-lo mais de uma vez.

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